sábado, 25 de abril de 2009

Renascimento '.


Meia-noite... Levanto-me de minha sepultura caminhando lentamente em meio aos túmulos, a lua cheia clareia meu caminho... Minha solidão repetindo-se. Ao longe, uma voz fantasmagórica me chama, caminho em sua direção enquanto sussurrava meu nome. Assim que me aproximo, me deparo com uma jóia mais radiante que a lua, a mais bela criação dos Deuses... Caminhava em minha direção... "Não temas". Disse aquele belo príncipe vestido de negro. Senti-me possuído por aquele olhar macabro, meu coração pulsava mais forte com aquela poesia ameaçadora. Ele segurou minha mão, e juntos nos abraçamos na sangria do luar. Seus lábios gelados ferveram os meus... Este sedutor de preto conquistou meu coração. Finalmente, eu haveria me libertado de meu sono sepulcro? Em meu estreito abismo, eu dancei com o cavalheiro de preto. Com todo o fervor daquela noite, me apaixonei por ele. A ele ensinei os segredos da morte que eu sei, e assim enganamos a morte... Anjos negros sussurraram músicas fúnebres para nós. Esta noite, o destino me preparou uma única surpresa: Um Deus do cemitério. Aprecio a beleza fatal de seu rosto pálido, seu veludo negro me mostra visões do paraíso... Brindamos nosso amor, vinho cor de sangue, seus lábios nos meus... Cheia com o perfume da noite, declarei amor eterno. O rei deste paraíso libertou-me da sepultura gélida em um cemitério solitário, em uma fria pedra de mármore. Naquela bela noite nós fugimos acompanhados para viver um eterno romance...

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